A pesquisa que sustenta meu trabalho é um campo contínuo de investigação, onde criação, corpo e espaço se atravessam e se respondem mutuamente em três eixos: Cosmopoética do Cerrado, Partículas cromáticas e Imersões.

Meu interesse se concentra nos modos como a matéria se manifesta tanto no plano visível quanto no invisível; e pelas forças que estruturam o espaço, a cor e a experiência sensível. O Cerrado, compreendido como cosmologia, torna-se matriz poética e simbólica: um espaço onde tempo profundo, energia e repetição se articulam.

Minhas obras emergem desse campo como vivência e elaboração. Partículas cromáticas, quadrantes, gestos repetidos e variações mínimas compõem uma linguagem visual que investiga a cor como matéria viva, em constante transformação. Cada obra é resultado de um processo que envolve observação, imersão e condensação.

As imersões em território (caminhadas, deslocamentos, permanências) integram a pesquisa como experiência corporal e ritual. O corpo, ao atravessar a paisagem, ativa modos de percepção que se desdobram em pintura, esculturas têxteis, vídeo e práticas editoriais.

As investigações aqui reunidas são forças interdependentes, que constituem um mesmo centro de pesquisa: pensar o mundo a partir da arte e permitir que a ela se expanda como forma pensamental.

PESQUISA

Ateliê, Brasília, 2025